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Concha & Toro aprimora seus processos de armazenamento com Pure Storage

Concha & Toro aprimora seus processos de armazenamento com Pure Storage

Daniel Durán, CIO da Concha & Toro, tradicional produtora de vinhos chilenos, explica o impacto da implementação da Pure Storage na empresa

Diego Durán, CIO da Concha & Toro

A Vinhos Concha & Toro tem uma tradição centenária e seus produtos são reconhecidos nos cinco continentes. A produção de dados começa nas vinícolas e termina com a taça de vinho na mão do consumidor. Um grande volume de dados é produzido a partir das operações de embalagem, exportação e distribuição que acontecem em escala mundial, em um empreendimento que inclui, além do Chile, atuação na Argentina, Brasil, Inglaterra, Suécia e, agora, China.

Todos esses dados gerados devem ser agregados aos processos comerciais, financeiros, contábeis e de marketing que requerem respostas imediatas para manter a competitividade e a oferta de um serviço de qualidade. Sobre isso Diego Durán, CIO da Concha & Toro, afirma que a empresa traçou como estratégia o melhor entendimento e dedicação aos processos dos negócios, além da busca pela melhor tecnologia que atende às necessidades da companhia.

Processo de seleção exigente

Segundo Durán, a busca por um aliado de armazenamento de dados começou há quase uma década. “Em 2012, fizemos um concurso para retirar o armazenamento de dentro da empresa. Não queríamos nos preocupar mais com a quantidade de discos que precisávamos comprar periodicamente para ampliar a solução. Assim, terceirizamos com uma empresa no Chile que nos deu esse serviço”, disse.

Segundo ele, no início deu tudo certo, porém, em 2013, a Concha & Toro começou a ter problemas com a velocidade de seus principais sistemas. “Usamos a SAP como a vase de toda a empresa, em todas as transações possíveis, porém tivemos problemas no faturamento. Demoramos horas em algo que antes fazíamos em minutos”.

O problema era causado por hospedagem excessiva de clientes no armazenamento do provedor. Isso forçou a Concha & Toro a procurar alternativas melhores. “Em 2016 tive a oportunidade de ir a San José, Califórnia, e pude ver de perto várias soluções, incluindo a da Pure Storage”.

A princípio, a oferta de soluções em unidades de armazenamento sólido gerou certa desconfiança por se tratar de uma tecnologia nova para a época. Mas um estudo de caso foi feito e alternativas foram buscadas enquanto um fornecedor adequado era determinado. “O que mais gostamos, em termos técnicos e econômicos, foi a Pure Storage. Fechamos o acordo em agosto daquele ano”, relatou Durán.

“Começamos a implementar. As máquinas começaram a chegar no final de outubro e, já em novembro, as máquinas foram instaladas. Começamos a migração de servidores e terminamos todo esse serviço em dezembro. Migramos a SAP e foi uma mudança extraordinária”.

Segundo ele, a empresa não só ganhou velocidade na entrega dos resultados como também melhorou seu fluxo de trabalho. “Foi uma mudança que todos os usuários estavam procurando. Processos que costumavam levar dias agora demoram horas, transações que demoravam vários minutos agora são resolvidas em poucos segundos”, afirmou Durán.

O efeito Pure Storage

Além da melhoria na velocidade de resposta, a empresa também viu outros resultados de implementação que melhoraram a qualidade geral do trabalho, incluindo uma redução significativa no consumo de energia e uma redução notável no footprint que o armazenamento ocupava no data center, bem como equipamentos e manutenção de sistema. “Podemos mudar a configuração da instalação, além de aumentar ou diminuir o número de servidores, do jeito que desejarmos”, disse Durán.

“Outra coisa boa é o suporte fornecido quando algo dá errado. A Pure Storage trabalha com um distribuidor que nos contatou quando houve um problema. Ele nos disse que algo não estava normal e que precisávamos verificar, pois não era um problema de armazenamento”. Durán conta que o armazenamento detectou um problema nos servidores e o suporte ligou para dizer que um servidor estava com uma má conexão. “Nos disseram que poderia ser um problema em alguma entrada ou que algum volume estava sendo definido incorretamente, então isso precisava ser corrigido. Isso foi detectado pela equipe de suporte da Pure Storage, um serviço que nunca tínhamos visto em nenhum outro provedor de tecnologia”, completou.

Esta capacidade diagnóstica torna-se um importante valor agregado que pode impactar tanto na gestão da infraestrutura como na capacidade de resposta da equipa técnica. Isso é refletido no funcionamento geral de toda a empresa.

O objetivo: informações em tempo real

A operação da Concha & Toro começa na cultivação da uva, continua na colheita, no armazenamento, na fabricação do vinho e se estende ao longo de seus processos de distribuição e venda em todo o mundo, até chegar à taça do cliente. Hoje, a Concha & Toro é uma empresa com uma plataforma tecnológica robusta.

Em termos de software, seu principal investimento está associado ao SAP. “Estamos muito centrados na SAP. Nós temos a SAP ERP, sistema integrado de gestão empresarial transacional, em praticamente todos os módulos, utilizados nas diferentes partes do nosso negócio”, disse Durán.

Junto com o ERP, existem outros componentes tecnológicos, como a visão da nuvem como modelo de valor para o negócio. “Há quatro anos definimos a nuvem como prioridade na nossa estratégia. Precisávamos perceber nossas necessidades. Com isso, temos migrado várias soluções para a nuvem”, disse Durán.

Isso é comprovado usando C / 4Hanna para gestão de CRM, bem como uma implementação consistente de soluções RPA em áreas de impacto. “No ano passado iniciamos um projeto de modernização que queríamos seguir para impulsionar a empresa. Fizemos nossos primeiros robôs para nossos processos contábeis. Isso reduziu drasticamente o número de horas que os processos repetitivos levavam para serem concluídos”, afirmou Durán. Sete robôs que atuam atualmente nesta área serão somados a outros novos para as áreas administrativa, logística e atendimento ao cliente.

Nas plantações, a empresa agora conta com sensores que fornecem informações em tempo real sobre o clima e as condições das videiras e das uvas. Durán destaca que este projeto é muito informativo. “Agora que a colheita está acontecendo, estamos usando sensores em seis vinícolas. Também estamos testando softwares na nuvem com o Centro de Pesquisa e Desenvolvimento, onde desenvolvemos bancos de dados, conectamos sensores e desenvolvemos aplicativos móveis, para que os enólogos possam se movimentar na vinícola e ter informações de tudo em tempo real”.

 Mas, primeiro, é necessário ter todos os dados seguros e a Pure Storage torna-se relevante neste aspecto, principalmente em um período histórico que o mundo está vivendo, no qual toda a área administrativa teve que passar a trabalhar de casa. “A primeira preocupação é a respeito do acesso às informações corporativas nos servidores. Nós usamos processos de autenticação de dois fatores e você apenas consegue obter acesso se o próprio sistema validar. Caso isso não aconteça, o acesso será negado”, disse Durán.

“Também é preciso se preocupar com os dados e informações que estão nos servidores. Com o Pure Storage e os provedores que temos na nuvem, verificamos se eles possuem as certificações adequadas para lidar com a criptografia e se o Pure Storage está em total conformidade com isso. Além disso é possível analisar se o sistema tem a capacidade de criptografar todas as informações”.

Segundo o CIO, se uma unidade Pure Storage for roubada, isso significa que as informações foram retiradas de dentro do próprio data center e isso só pode ser feito com chaves especiais que eles têm no sistema. “Nesse sentido é muito bem suportado, e, além de outros mecanismos, a maioria dos discos rígidos estão na Pure Storage, para que se iniciem na Pure Storage – porque todos os dados são encriptados”.

Agora a Concha & Toro está em uma boa posição para focar seus objetivos de tecnologia para o futuro. “Na verdade, temos outra área muito importante onde investimos, que é a analítica, pois dentro da nossa visão, nós, como TI, nos vemos em uma empresa que trabalha em tempo real e levamos isso para cada uma das atividades diária”, disse Durán.

“Temos problemas com a atualização de dados a cada hora, por exemplo. No Chile, é possível saber como os pedidos estão chegando, hora a hora, alguns dos quais são feitos por telefone devido a restrições de quarentena. Mas, em tempos normais, as pessoas vendiam pessoalmente e os supervisores recebiam todas as atualizações de venda”, finalizou.

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