Data centers de colocation impulsionam a economia digital da América Latina

Data centers de colocation impulsionam a economia digital da América Latina

Anderson Quirino, líder da equipe de vendas da Vertiv América Latina, destaca a importância dos data centers de colocation para a região da América Latina. “É fundamental que, em 2021, esses centros avancem em disponibilidade, conectividade e eficiência energética”, afirma.

A transformação digital é um fator que impulsiona a economia da América Latina e os data centers de colocation são elementos fundamentais dessa estratégia, com efeito direto no PIB regional.

De acordo com um estudo publicado em 2020 pelo IDC América Latina, 40% do PIB da região consistirá em negócios digitais até 2022. Isso exigirá gastos com TI de até US$ 460 bilhões. Desse total, 35% serão investidos em soluções de computação em nuvem.

Um estudo do instituto de pesquisas Aritzon, também realizado em 2020, corrobora essa tendência. A empresa destaca que, até 2026, o mercado de data center na América Latina chegará a US $ 780 bilhões.

Onde há negócios digitais, também há data centers de colocation, o segmento mais próspero no espaço de infraestrutura digital crítica. De acordo com o Data Center Map, existem mais de 150 data centers de colocation em operação hoje, do México ao sul da América do Sul.

Um data center que oferece serviços de colocation oferece aos seus clientes um espaço exclusivo com toda a infraestrutura para receber os racks de hospedagem com servidores, roteadores e outros da empresa usuária. Essa infraestrutura inclui soluções de energia, sistemas térmicos e software de monitoramento ambiental, tecnologias vitais para a continuidade das operações do data center.

Locais em hiperescala alcançam Chile, Colômbia e México

Os data centers em hiperescala operados no modelo de colocation hospedam os maiores provedores de nuvem do planeta. A demanda por espaço nesses data centers é tanta que, em alguns casos, exige a construção de grandes obras de aproximadamente 5.000 metros quadrados.

De acordo com a AFCOM, American Association of Data Center Professionals, esses são grandes centros de dados em hiperescala. Os mega têm até 22.000 metros quadrados. Na América Latina, o movimento de expansão dos data centers de colocation em hiperescala começou no Brasil e, ao longo de 2020, avançou para o Chile, Colômbia e Argentina, e continua com a construção de unidades em outros países da América Latina, como o México.

Muitos data centers pertencem a grandes empresas que desejam garantir a consistência de sua infraestrutura em toda a América Latina. Esses provedores de serviços são certificados como Nível IV ou Nível III.

As certificações do Uptime Institute são o padrão para o mercado global de projetos, construção e operação de data centers. Os níveis de camada são ajustados às necessidades de negócios, com níveis mais altos exigidos pela infraestrutura para fornecer maior redundância e tolerância a falhas. A manutenção dessas vedações requer um gerenciamento excelente e contínuo, independentemente de onde o data center de colocation em hiperescala está localizado.

A demanda por processos homogêneos e de alta disponibilidade por parte da indústria de data center latino-americana está levando os grandes sites de colocation da região a exigir uma perspectiva regional, e não local, de seus fornecedores em relação à sua infraestrutura crítica.

A taxa de expansão desse tipo de trabalho é tão rápida que alguns fornecedores estão remodelando seus processos internos para funcionar plenamente como uma empresa centrada no cliente. Nesse modelo, todas as equipes internas – engenharia, projetos, logística, serviços, finanças e recursos humanos – têm um único foco: antecipar e solucionar as necessidades atuais e futuras dos data centers de colocation, um ambiente em constante evolução.

ISPs e operadoras de telecomunicações também estão competindo por este mercado

Nos últimos anos, os data centers de colocation de vários tamanhos, implementados por provedores de telecomunicações e ISPs (Provedores de Serviços de Internet), também estão se multiplicando. Deve-se observar que um colocation considerado pequeno hoje é quatro vezes maior do que um data center de colocation pequeno era há 10 anos.

A crescente adoção de soluções Edge Computing na América Latina contribuirá para o aumento ainda maior do número de data centers deste tipo. De acordo com o estudo The Data Center 2025: Closer to the Edge of the Grid, realizado em 2019 pela Vertiv e com base em entrevistas com 800 gerentes de data centers, o número de sites de computação em Edge cresce 226% até 2025 (dados globais).

Com o desenvolvimento das redes 5G e o crescimento da demanda por processamento de dados próximo ao ponto de consumo de dados, essa expansão será ainda maior. Até o final desta década, estima-se que milhares desses centros existam na América Latina.

São Paulo, Rio de Janeiro, Buenos Aires e Cidade do México são os centros regionais

Em termos geográficos, a expansão dos data centers de colocation pode ser observada em todas as regiões. A presença desses data centers é uma realidade no Brasil há vários anos – 65 locais, de acordo com o Data Center Map. Recentemente, países como Peru, Uruguai e Paraguai também estão trabalhando em projetos deste tipo.

Um estudo da Equinix, publicado em abril de 2020, mostra que nas cidades latino-americanas, 90% dos dados processados ​​por seus data centers de colocation na região passam por São Paulo, Rio de Janeiro, Buenos Aires e Cidade do México.

A expansão dos data centers de colocation na América Latina continua enfrentando desafios. A competitividade dessas empresas depende cada vez mais da otimização do consumo de energia. Um estudo realizado pelo governo dos Estados Unidos em 2016 mostrou que os data centers eram responsáveis ​​por 1% do consumo total de energia elétrica do país.

De acordo com uma pesquisa realizada pelo Uptime Institute, a eletricidade foi responsável por até 44% das despesas operacionais de um data center. Para lugares em colocation, a eficiência energética desempenha um papel essencial no preço competitivo dos serviços. Infraestrutura crítica avançada e sistemas térmicos são parte da solução para eficiência. As opções de eficiência térmica que estão ganhando popularidade incluem resfriadores evaporativos e soluções que usam resfriamento de água e ar simultaneamente. Essas novas tecnologias têm sido cada vez mais adotadas por data centers de colocation no Brasil, Chile e Colômbia.

Devido aos altos custos envolvidos na construção e operação de data centers, é crescente a demanda por data centers pré-fabricados, projetados, montados e testados no Brasil e exportados para países da região. Os data centers pré-fabricados reduzem o tempo entre o projeto e a implementação para quatro a cinco meses, o que melhora o retorno do investimento desses projetos.

Otimização contínua – um desafio do data center de colocation

Outro grande desafio é otimizar a infraestrutura crítica do data center de colocation. Nossa região tem equipes de profissionais treinados e certificados em gerenciamento de data center e melhores práticas de projeto – especialistas que já oferecem suporte a dezenas de data centers de colocation em vários países. Brasil, Chile, Colômbia, México e Argentina, entre outros países, confiam nesses profissionais qualificados, que colaboram e compartilham conhecimento.

Todos os data centers são fundamentais, e o data center é decisivo para o sucesso de milhares de empresas latino-americanas. É fundamental que, em 2021, esses centros avancem em disponibilidade, conectividade e eficiência energética. Isso determinará o futuro da economia digital de nossa região.

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