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Bandas baixas serão cruciais para garantir cobertura na América Latina

Bandas baixas serão cruciais para garantir cobertura na América Latina

A 5G Americas apresenta este infográfico para entender melhor a importância das chamadas “bandas baixas” ou “dividendo digital”, que correspondem às frequências de 600 e 700 MHz e servirão para melhorar os serviços 5G na América Latina

Recentemente, a 5G Americas apresentou o relatório Status of the 600 MHz and 700 MHz Radio Spectrum Bands in Latin America, que revela elementos essenciais sobre o uso das chamadas bandas baixas do espectro eletromagnético para uso em redes móveis 5G e posteriores.

Na América Latina, todos os países estão passando por momentos contrastantes ao adotar suas redes móveis de quinta geração. Alguns estão muito avançados e outros mal terminaram de organizar elementos-chave como a legislação e regulamentação que deve apoiar as operações tecnológicas e de telecomunicações.

Nesse sentido, o estudo da 5G Americas explica que “além das recomendações da UIT (União Internacional de Telecomunicações) em termos de quantidade de espectro, para as operadoras móveis utilizarem o recurso radioelétrico, ele deve ser concedido e ser limpo, ou seja, sem interferência de outros serviços. Estas duas últimas etapas recaem sobre as administrações dos países e são, em última análise, as que levam mais tempo”.

Como limpar e aproveitar o espectro?

As frequências de 600 MHz e 700 MHz, conhecidas como “dividendo digital”, foram historicamente utilizadas pelos serviços de televisão analógica. Graças à compressão usada nas transmissões digitais, há um bom espaço no espectro para aproveitar em breve.

O relatório explica que “o primeiro dividendo digital se refere à faixa de 700 MHz, que os serviços móveis estão usando em alguns países da América Latina. Atualmente existe um segundo dividendo digital para a faixa de 600 MHz, com uma conceituação semelhante de migração de sinal”.

Da mesma forma, “os EUA atribuíram a banda de 600 MHz em 2016, enquanto o Canadá a leiloou em 2019 e o México anunciou planos de leiloá-la entre 2021 e 2022. Alguns países como Argentina, Brasil, Chile, Colômbia e Peru estão estudando o uso da banda para serviços de 5G no futuro”, disse a 5G Americas no relatório.

Quanto mais cedo os governos aprovarem regulamentações e metodologias para usar as bandas baixas de 600 MHz e 700 MHz, mais cedo os cidadãos aproveitarão os serviços baseados em 5G. Os novos serviços incluem elementos críticos para a competitividade e o desenvolvimento de novas oportunidades de negócios na chamada Quarta Revolução Industrial.

2022: um ano decisivo

Entre as principais conclusões do estudo 5G Americas, condensadas neste infográfico, estão:

  • Uma das características fundamentais da faixa de 700 MHz é sua grande capacidade de propagação de sinal, o que a torna atrativa para ampliar a cobertura de serviços de banda larga sem fio em áreas de baixa densidade populacional, com implantação de rede mais barata e rápida.
  • A faixa de 600 MHz (614-698 MHz) pode fornecer mais capacidade para serviços móveis em bandas baixas e dar mais cobertura em áreas rurais e penetração superior em espaços interiores.
  • Na América Latina, alguns países já estão considerando o potencial da faixa de 600 MHz. Ainda assim, nem todas as administrações alocaram a faixa para o serviço móvel ou estabeleceram um prazo para liberação da faixa de 600 MHz.
  • É necessário que um número mais considerável de países da região considere o uso da faixa de espectro de 600 MHz para oferecer serviços móveis. A banda é uma aliada essencial no desenvolvimento do 5G.
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