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Conheça: Horacio Romanelli, presidente da ASIET e diretor da TIGO

Conheça: Horacio Romanelli, presidente da ASIET e diretor da TIGO

No lado mais leve das coisas, perguntamos a Horacio Romanelli, presidente da ASIET e diretor de Assuntos Regulatórios e de Sustentabilidade da Millicom/ TIGO, o que o motiva

Horacio Romanelli, presidente da ASIET e diretor de Assuntos Regulatórios e de Sustentabilidade da Millicom/ TIGO

O que você descreveria como sua conquista mais memorável?

Acredito que não há marco para destacar apenas uma experiência. Adoro desenvolver pessoas, e essas interações moldaram e impactaram minha carreira. Construir uma equipe e desenvolver profissionais é algo que sempre fiz. Isso me permitiu ser proativo e procurar oportunidades positivas de crescimento do negócio, trabalhando em equipe para atingir os objetivos.

O que te trouxe para uma carreira em tecnologia?

A tecnologia sempre foi uma área que me interessou, mas não cheguei aqui de forma linear. Sou engenheiro e comecei a trabalhar com finanças, depois no setor de hidrocarbonetos, que é altamente regulamentado, onde aprendi e especializei minha base de conhecimento. Depois disso, comecei a trabalhar em telecomunicações, que vejo como uma indústria fascinante com uma tecnologia que está evoluindo rapidamente.

Que estilo de filosofia de gestão você emprega no seu cargo atual?

Foco em treinar pessoas e trabalhar com equipes com agendas abertas para buscar objetivos comuns. Trabalho como facilitador e gerador de ideias. Gosto de ser criativo no que faço, vendo tendências, analisando-as e trazendo-as para a equipe.

Também acredito em trabalhar com outras empresas e instituições para moldar ideias e conceitos que possam se tornar políticas públicas e agendas nacionais. Isso acontece por meio da colaboração com outros grupos com os quais trabalhamos, como a Asociación Interamericana de Empresas de Telecomunicaciones (ASIET), que trabalha há 40 anos para desenvolver as telecomunicações e promover a expansão da digitalização inclusiva na América Latina.

Qual você acha que é o tópico das conversas atuais sobre tecnologia?

Existem vários tópicos quentes hoje, como os relacionados à privacidade, segurança cibernética, Inteligência Artificial (IA) e, acima de tudo, como levar conectividade a todas as pessoas. A conectividade traz progresso para a sociedade, melhora a economia, ajuda a arrecadar mais impostos e nos torna mais produtivos. Por isso é fundamental discutir alternativas para melhorar as condições de conectividade para fechar a lacuna de acesso na sociedade digital.

Como você lida com o estresse e relaxa fora do escritório?

Gosto de ficar com minha família, passar tempo de qualidade com eles e cozinhar, principalmente nos finais de semana. Também gosto de viajar e conhecer novos lugares. Outra coisa é que faço longas caminhadas para me preparar para o dia. Isso me ajuda a me preparar e encarar a rotina de forma mais relaxada.

Se você pudesse voltar atrás e mudar uma decisão de carreira, qual seria?

Minha política é sempre pensar no futuro. O que aconteceu ontem é usado como experiência para modificar algo no futuro. Procuro sempre focar no que está por vir, com uma perspectiva de presente e futuro.

O que você identifica atualmente como as principais áreas de investimento em seu setor?

Do nosso ponto de vista, temos a missão de promover a conectividade e construir caminhos digitais para as pessoas, e temos o privilégio de ajudar a modernizar os países. Também temos o desafio de buscar formas de diminuir o custo de produção da Internet, pois isso torna o serviço mais competitivo e conecta mais pessoas. Junto a essa conexão, há tudo relacionado a ela – como a Transformação Digital dos negócios.

Quais são os desafios específicos da região na implementação de novas tecnologias na América Latina?

A primeira coisa é entender que somos todos parceiros no caminho da conectividade, e todos temos um papel – o Estado, as instituições e as empresas, que fazem parte dessa cadeia de valor. A América Latina tem muitas oportunidades e os esforços público-privados ajudarão a fechar a lacuna de acesso digital. Mas, para isso, os governos devem repensar alguns de seus modelos.

No caso da Millicom/Tigo, vemos que o preço do espectro é uma das principais barreiras para aumentar a conectividade. Os países mantêm uma agenda histórica em que o espectro foi utilizado como instrumento de geração de renda para o Estado, financiando outras despesas, mas afetando a possibilidade de expansão e desenvolvimento de melhor infraestrutura e conectividade. Este modelo já está obsoleto.

Que mudanças você viu em seu cargo no ano passado e como você acha que elas se desenvolverão nos próximos 12 meses?

Sem dúvida, uma mudança surpreendente foi o aumento vertiginoso da demanda por dados. O tráfego de dados cresceu mais de 30% a 40% ano a ano e trouxe muitos desafios para o desenvolvimento da infraestrutura necessária para suportar esse crescimento.

Essa tendência não diminuirá, mas, pelo contrário, esperamos que continue aumentando. Portanto, os países precisam de políticas de investimento atraentes e estáveis para obter o financiamento necessário para construir uma infraestrutura adequada.

Que conselho você daria a alguém que aspira a uma posição de nível C em seu setor?

Meu conselho é estar aberto a aprender com os outros e focar na geração e renovação de valor para o cliente e usuário que busca desenvolver o negócio. Outra coisa é estar constantemente se reinventando. Nossa trajetória profissional é um projeto de longo prazo que exige muita dedicação, esforço e trabalho em equipe.

Além disso, ninguém chega a lugar nenhum sozinho. É essencial trabalhar em equipe com agendas positivas para expandir o negócio. Aprendo com cada pessoa e procuro entender como os outros pensam, o que me faz desenvolver ainda melhor o meu trabalho.

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