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Conheça: Jefferson Rodríguez Fonseca, CTO, Crediflores

Conheça: Jefferson Rodríguez Fonseca, CTO, Crediflores

No lado mais leve das coisas, perguntamos à Jefferson Rodríguez Fonseca, CTO, Crediflores, o que o motiva

Jefferson Rodríguez Fonseca, CTO, Crediflores

O que você descreveria como sua conquista mais memorável?

Minha conquista mais memorável foi enfrentar os desafios da Transformação Digital. No caso da Crediflores, tratava-se de uma aproximação com as novas tecnologias emergentes. Isso nos fez tomar decisões de adaptabilidade e aplicabilidade de acordo com as necessidades da empresa e de seus associados.

O que te trouxe para uma carreira em tecnologia?

Desde a infância, entender a evolução da tecnologia e seu impacto disruptivo na sociedade chamou minha atenção. Por este motivo, decidi escolher como plano de vida fazer parte desta revolução tecnológica, com foco na engenharia de sistemas, e assim, a partir do meu conhecimento, contribuir para a melhoria contínua das tecnologias em prol da sociedade e da qualidade de vida.

Que estilo de filosofia de gestão você emprega no seu cargo atual?

Como Chief Technology Officer, a gestão se concentra no fortalecimento do trabalho colaborativo, começando com o papel de líder, eliminando a hierarquia organizacional e estabelecendo uma organização horizontal onde todas as funções na gestão de tecnologia exercem importância crítica e igual na tomada de decisões.

Qual você acha que é o tópico das conversas atuais sobre tecnologia?

No início da pandemia da Covid-19, o imediatismo da informação de forma descentralizada desempenhava um papel importante na sociedade. Algumas soluções de interconectividade foram consideradas então, mas muitas organizações negligenciaram os riscos que comprometem as informações que seus funcionários podem acessar.

Devemos ter em mente que a informação, do ponto de vista tecnológico, é nosso ativo mais importante. As organizações devem buscar estratégias para conscientizar nossos colaboradores sobre o uso correto e responsável dessas informações para que não sejam comprometidas.

Como você lida com o estresse e relaxa fora do escritório?

A sociedade está mudando, e isso tem um impacto direto na nossa saúde emocional. É por isso que procuro espaços tranquilos para fortalecer minha saúde física e emocional. Pratico esportes, partilho tempo de qualidade com a minha família, ouço música contemporânea e gosto de ler bons artigos científicos ou tecnológicos que me permitam desenhar a minha estratégia.

Se você pudesse voltar atrás e mudar uma decisão de carreira, qual seria?

Eu não mudaria nada. Graças às minhas decisões, pude ter a experiência necessária para decidir sobre muitas coisas.

Acredito que um bom líder deve ser coerente com suas decisões, sejam elas certas ou erradas. Gera experiência e permite-nos desenvolver um critério quando surge uma situação em que a tomada de decisão é crucial.

O que você identifica atualmente como as principais áreas de investimento em seu setor?

Existem grandes oportunidades de melhoria ou investimento, mas acho que o mais importante são as integrações focadas em SIAR por meio de ETL ou APIs. Permite a integração de diferentes fontes de banco de dados.

Além disso, há também alguns temas como o processo de recrutamento utilizando ferramentas sofisticadas de CRM utilizando tecnologia de segmentação por meio de Big Data, soluções integráveis com empresas com carteiras digitais utilizando Blockchain, uso de plataformas ou aplicativos Web para compra de serviços, e o uso de Análise de dados para tomada de decisão.

Quais são os desafios específicos da região na implementação de novas tecnologias na América Latina?

O maior desafio da América Latina em tecnologia é o fortalecimento da infraestrutura em canais de conectividade de ponta, a expansão dos serviços de tecnologia na nuvem e a construção de data centers na região, que permitem a inovação por meio do desenvolvimento avançado.

Precisamos de implantações ágeis sem a necessidade de ir a data centers distantes e sem precisar avaliar os padrões regulatórios de acordo com o território local.

Ele diminui a latência dos serviços implantados e, em última análise, estabelece uma estrutura regulatória em toda a região.

Que mudanças você viu em seu cargo no ano passado e como você acha que elas se desenvolverão nos próximos 12 meses?

Integrar ferramentas de colaboração com expansões ágeis no desenvolvimento de nossa organização permitiu que a Transformação Digital se tornasse uma realidade, mas não é uma tarefa fácil ou de implementação repentina.

Requer uma estratégia que abrange desde recursos humanos até a infraestrutura tecnológica para automação de processos sem descuidar dos riscos envolvidos devido à importância da segurança da informação. Por fim, em termos regulatórios, a segurança da informação fará parte de todos os processos da entidade.

Que conselho você daria a alguém que aspira a uma posição de nível C em seu setor?

Eu daria quatro dicas importantes para um cargo de nível C:

1. Reconhecer as competências do grupo de trabalho ou colaboradores responsáveis, fortalecendo-as através de soluções ou estratégias que apoiem a gestão do conhecimento com recurso a ferramentas colaborativas;

2. Manter-se atualizado com as últimas tecnologias do mercado por meio de fóruns, grupos profissionais, artigos e provedores de tecnologia para buscar estratégias de inovação e aplicá-las em seu setor;

3. Estar ciente das normas regulatórias ou legais dos órgãos de controle ou governamentais que direta ou indiretamente afetam a entidade do lado da tecnologia;

4. Tenha a informação como seu ativo mais importante. Sempre pense na sua segurança e seja o mais transparente possível para o usuário final.

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