Conheça: Maritza Hernández, CTO da Taxis Libres

Conheça: Maritza Hernández, CTO da Taxis Libres

No lado mais leve das coisas, perguntamos a Maritza Hernández, CTO da Taxis Libres, o que a motiva.

Maritza Hernández, CTO da Taxis Libres

O que você descreveria como sua conquista mais memorável?

Aos 15 anos deixei meu país e minha família, porque era meu desejo melhorar meu inglês, então viajei para os Estados Unidos para terminar meu Ensino Médio lá. Aos 23 anos, queria abrir um negócio e fui morar no México por cinco anos para implementar novas tecnologias para o setor de táxis. Isso trouxe grandes lições para minha vida.

O que te trouxe para uma carreira em tecnologia?

No começo eu realmente não pensava em carreiras ligadas à tecnologia, estava pensando em estudar design, mas fiz um estágio pré-universitário onde os testes indicavam que meu perfil condizia com engenharia eletrônica. Achei que talvez não fosse por mim, mas fui influenciada pela sociedade. Porém quis demonstrar para mim mesma que eu era capaz de me tornar engenheira eletrônica. Eu adorava estudar e agora gosto muito da minha profissão e de aplicar minhas habilidades em soluções reais que beneficiem a sociedade.

Que estilo de filosofia de gestão você emprega em seu cargo atual?

1. Trabalhar em equipa, treinar constantemente, compartilhar conhecimentos e apoiar outras mulheres e homens, visto que todos temos nossas aptidões.

2. Reinvente-se constantemente, reveja o que não funcionou no passado e tente qualquer nova ideia ou solução o mais rápido possível, contando com o seu orçamento.

3. Promova integrações, automações e tenha sempre um plano B.

Qual você acha que é o tópico das conversas atuais sobre tecnologia?

Computadores quânticos e o que isso poderia fazer com Big Data. Acho que isso vai mudar nossa história.

Como você lida com o estresse e relaxa fora do escritório?

Meu catalisador é minha família, passar tempo com eles é o que me traz de volta à terra, especialmente quando as situações não estão fáceis. Também gosto de mergulhar com meu marido e correr.

Se você pudesse voltar atrás e mudar uma decisão de carreira, qual seria?

Às vezes me deixo levar pela timidez ou por não acreditar em mim mesma e paro de fazer as coisas que queria. Acho que devemos ter autoconfiança, porque o pior que pode acontecer é receber um “não” como resposta, o resto é lucro, até mesmo o fracasso.

O que você identifica atualmente como as principais áreas de investimento em seu setor?

Vejo que há um investimento maior em digitalização e Transformação Digital que são os primeiros passos para continuar avançando em outros temas como Inteligência Artificial e análise de dados.

Quais são os desafios específicos da região na implementação de novas tecnologias na América Latina?

Temos grandes desafios, mas considero como algo crítico:

1. Promover a igualdade de gênero em termos de oportunidades profissionais e condições salariais;

2. Melhorar a oferta de treinamento nas áreas STEM para mulheres e homens;

3. A inclusão de tecnologia em lugares remotos com recursos escassos.

Que mudanças você viu em seu cargo no ano passado e como você acha que elas se desenvolverão nos próximos 12 meses?

Nesse último ano evidenciei uma maior disposição das empresas em embarcar na Transformação Digital. Vejo que há mais confiança na tecnologia. A Transformação Digital realmente depende muito mais das pessoas, dos líderes nas organizações, do que da mesma tecnologia. Dar o passo em direção à transformação nos permitirá evoluir em vários segmentos da indústria.

Que conselho você daria a alguém que aspira a uma posição de nível C em seu setor?

Acredite em si mesmo, expresse claramente o que deseja, trabalhe para isso e seja persistente.

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